O acordo que permitiu a aprovação da emenda sobre o uso do FGTS na capitalização da Petrobras foi destacado pelos deputados. O líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC), definiu o resultado da votação como “uma vitória do bom senso, do trabalhador e das oposições, que defenderam o uso do FGTS desde o início”. A mesma opinião foi manifestada pelo líder do PSDB, João Almeida (BA). Ele acrescentou que o trabalhador ganha porque, nos últimos anos, a valorização das ações da Petrobras foi dez vezes maior que a dos saldos do FGTS.
Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) destacou que a emenda contribui para a democratização do mercado de capitais. O líder do PDT, Brizola Neto (RJ), apoiou a emenda mas ressalvou que o governo não deve perder de vista a ampliação da participação do capital estatal na Petrobras.
Mercado internacional - Após a aprovação do projeto de capitalização, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou que a Petrobras começa, a partir de agora, a captar recursos no mercado financeiro internacional. “A Câmara deu essa sinalização ao mundo”, afirmou. Vaccarezza disse ainda que, em relação à única derrota do governo - o dispositivo que direciona à Previdência Social parte dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal, ainda há tempo para debater o tema no Senado e, se houver modificações, o texto volta à Câmara.
Pela minoria, José Carlos Aleluia (DEM-BA) foi bastante crítico. “O que está em jogo nesses projetos não é um modelo para explorar petróleo, mas a forma de organizar o Brasil: se queremos o poder mais distribuído ou um governo autoritário que restringe a liberdade e concentra todo poder em Brasília”.
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